segunda-feira, 2 de abril de 2012
Re
E por deixar que ela conduza, foi então que surgiu o encontro. Por mim nada iria, nem sequer pensava, guardava talvez, algo que nem existe mais, descobri com você cujo nome só me faria lembrar, e não lembrei. Lembrei que não existe mais, alias, realizei. Você tem o nome da morte, e por esse através eh que surge um recomeço ne? Dizem por ai. Nasceu algo mesmo em meio a pedra polida que carrega teu nome em bronze, com um começo, um fim, e um recomeço rabiscado ali a mão, improvisado, quem eh que aguarda a ressurreição? Aquele que matou, morreu, ressurgi-me de cinzas, as mesmas de onde nasceu.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Sabia
Eu não sabia...não era o numero, nem prestei atenção, a não ser pelo toque, eles conversaram, restou-me a duvida, insensata,era obvio. Senti uma falta estranha do que acabara de acontecer, obsessão leve, por que o meu, arrepiado, acreditava numa eventual potencialidade. Por que não? No final eu queria mesmo ver, apesar de desconfiar desde o inicio daquela boca. O tradicional fatídico, certeiro, eu já tão clichê, ja sabia, mas e dai? Chance ao acaso em descrédito e ao destino ja desacreditado. O fator real de sim e de não, e a questão do agora. Sim, como algo premeditado, com uma certa arquitetura, um certo cuidado desprendido. Melhor que uma parte prevista, porém a outra também vingou, eu ja sabia. Eu sempre quis descobrir o elo entre o querer demais, e o adeus, portanto, tão previsível, valeu? Eu já sabia. Como deixar as minhocas morrerem de fome? Denovo e denovo... Um suspiro e um fim por favor, e um brinde ao surpresa. Que a vida o tenha.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Sala de visitas
Pode ir, embora não me reste outra coisa senão deixar, deixar que o tempo, esse remédio do mundo nos faça esquecer, e perceber quando o tempo não mais existir, o nosso. Esquecer é tão possível quando o "sem" ainda não surge na linha do horizonte, aquela linha invisivel que se pode ver. Eu vejo, pena que é invisível pra vc como vai ser estar sem. Não há prepotência alguma, apenas sinto com alguma certeza junto a esperança que lhe foi tão aliada, e a ela me farei surda enquanto existir. A esperança é serena, sussurra, dificil vai ser tampar os ouvidos para os gritos agudos da agonia, segurar o desespero nos braços na tentativa do acalanto, e conter as lagrimas ao ouvir os passos pesados da solidão que vem vindo e que não me resta acolher senão com um abraço. Bem vinda tristeza, não esperava reencontrá-la tão cedo, imaginei que viria depois da visita do fim, que eu achei que viria só depois de ter sido feliz. Esse alguem que diz gostar de mim quis antecipar o sofrer, que o meu venha antes do dele, "vai ser melhor assim" ele diz, sem culpa, nem piedade, por achar esse sofrer pequeno, sem saber o tamanho do que deve vir com sobrenome: arrepender. Que ele tenha a sorte do não vir, aceito essa transferencia de dor, pelo amor. Falei demais em busca da certeza, que me gritou tanto até me fazer surda, da razão que perdeu a voz na tentativa de me salvar da exposição, que tentou me conservar na brandura do não saber, do deixar pra lá, do dar tempo ao tempo e quem sabe tudo seria diferente... fui eu quem antecipou tudo pela ansia de amar, de por fim ao sofrimento que acaba de chegar... com o fim. Será? Tempo.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Contra-tempo
A espera não dá mais, porque ja não me resta tempo. Não teriamos tempo a perder na unção, e se não, sei que terei todo tempo do mundo pra esquecer. Mas vc sempre consegue me fazer esperar mais um tiquinho, aliado a minha esperança traidora, empática as delongas do sofrer e do não. Suas vindas e indas são pra me provar que estou viva, e esta vinda ultima tem porta aberta pra sair, porque te dou a liberdade que amo, porque te amo, mas não haverá porta pra voltar, não só pela tristeza que precisa de um fim, mas pelo amor que me tenho. O amor que te tenho já lhe foi dito, já lhe foi expresso, já lhe esfregou a cara. E tudo que me resta é o seu querer ou a renuncia triste a tudo que somos, porque nos somamos e damos um, o primórdio ímpar, sem igual em nossas vidas. Valor imensurável, inestimavel tão perto de escorrer pelas mãos. Os corações batem no mesmo compasso, mas as mentes estão no contra-passo, e ja é tempo de sair do contra-tempo, dos desencontros que geramos do encontro que a vida nos deu. Os medos e as incertezas já não são nossos vilões, e a vida nos espera com um certo prazo que desconhecemos, e mesmo que ainda não seja o fim desse prazo, eu o porei pelo cansaço. Meu peito bate cansado do teu acelerar. Te faço promessa em vida, de que lhe amarei por todo tempo que me resta, com ou sem vc, digo que seria mãe de teus filhos, e vc meu unico amante, ao teu lado passaria eternidades, mas é preciso o fim da ansia e da angustia que nos seca feito planta abandonada ao sol, que depende da luz pra viver, mas que morre pelo abandono.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Nós
Eu não quis mais olhar nos teus olhos, mas perdi as contas de quantas vezes os vi procurarem minha boca, e quantas vezes a sua procurou chegar na minha. Por maior que seja a empáfia do orgão que tem como são, quão fragil é o que te resta de corpo, quando está a meio pé do meu. Nessa hora toda a angustia cai por terra porque me nomeia colona da tua. Sou baroneza e te sou nobre, tão pobre de vc quando quero, tão rica quando perto. Às vezes me dá vontade de virar tua cabeça com as mãos e não como já viro, mas como hei de vir, e te beijar daquele jeitinho q vc odeia, como quem quer ensinar, só pq nao admite q quer aprender, se deixar. E por mais que tente seguir, à sua maneira viril de se virar, não é capaz de ir, sem voltar, pq ainda te sou porto, do amor que se finge de morto, e que surge cara de pau a cada olhar. E daí vem aqueles risos sem a menor graça, impossíveis de conter, que já vem entregando tudo, e não há outro meio que não rir, quando se quer chorar. Chorar sobre a saudade burra, sobre a distância imbecil, inutil quanto somos. Só porque somos adoradores da dor mais do que amantes a nós. Os nós que nos amarram.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Mal
Começa a me faltar sentimento pra falar de você, tua distância tem sido bem vinda, e por que ao final de todo amor pensa-se que ele nunca existiu? Eu penso que ele existiu, talvez só comigo, talvez só contigo, talvez a gente não viu. De tudo levo apenas a dor, daquelas palavras que pareceram tão sinceras. Não sei porque dei ênfase àquele "eu te amo", sequer pude imaginar dizer isso sem sentir. Vc sim. Mas eu te amo, e sei disso porque ainda quero ver a sua cara, e vc a minha, por isso sei que o amor não existiu, existe, sublime, tão altivo as nossas bobagens, as nossas palavras, a nossa amizade. Eu vou arrumar outro, vc já tem se arranjado, mas ninguém esquece o mal resolvido, o mal acabado.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Perto
Fim, te sinto tão perto... não só porque as manhãs não mais amanhecem cor de rosa naqueles inumeros tons do amor, nem pelo tom daquela voz, mas porque te quero. Nunca te desejei tanto quanto agora, tanto quanto quero teu sabio prevalecer. Quão inutil foi relutar por algo que vinha, que vem, e quão nobre foi o meu achar somente pela inocencia do sentir. A validez esteve no perecivel desencontro pela razão, na grandeza do permitir. Se deixar as cegas consciente soa burrice pra quem vê, mas talvez a burrice esteja no ver, pois ninguém sente como o cego. Não te julgo feliz, nem triste, te julgo ser, e espero nada menos que se aposse de seu trono, pra que então surja um começo, nessa eternidade onde nada começou, nem nada se acabará.
Assinar:
Postagens (Atom)