Creio ser esta minha carta ultima,
não posso mais.
falta coerência... por quê te querer?
Eis a questão de todo ser humano,
entender por quê querer alguém que não lhe quer.
Talvez a resposta more na propria pergunta:
"porque esse alguém, não lhe quer".
Que estupido.
É tanto amor intrínseco,
resgardado, parado, vivo,
querendo sair.
Mas não sai.
Fica lá,
só querendo... e só.
O amor sozinho é o mais puro e mais bonito,
um livro abandonado q nunca foi lido,
uma história triste com os mais belos versos,
escrita pra ninguém ler.
Tanto disperdício justifica o suicídio,
a morte própria de quem não quer viver
senão o amor que sente.
Justo.
Injusto é tão ter uma chance.
Injusto é não viver o romance.
Injusto é viver.
O que fazer com um coração inquietante
senão um punhal no peito incessante
pra ver se para de doer.
Te querer,
que inferno.
Aonde é que o diabo mora pra eu acabar com a vida dele.
Tantos outros mortais e tenho que gostar justo daquele,
aquele maldito e sagrado que não me quer.
Tuas juras,
malditas injurias
e hoje nenhuma palavra sequer.
Entende agora porque preciso te matar?
Olha a hora 3:05 e deve estar a sonhar,
e nem sonhar com a minha aflição,
no teu sono indiferente.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Ator
Vc é ator
como pode querer que eu creia em qualquer palavra tua?
parecem bolhas de sabão, coloridas, soltas ao vento, vazias e explodem
bem no olho, arde o que eu não quero ver
palavras não me bastam
segredos sim
e sei dos teus mais secretos lembra?
Mas vc não sabe do meu
Eu te amo, é... mas vc não sabe
e nunca vai saber o quanto
só porque vc fala tanto
e nunca para pro porvir
Vc pode ser quem vc quiser
todos aqueles que amo, e todos os que eu odeio
menos o que não me sai da cabeça
esse não me engana, me ilude
ilusão consciente
aquela que a gente gostar de ter
gente retardada, é eu sei
mas o fato é que eu acho que gosto de ser retardada por vc
retardada é melhor que dizer apaixonada
assim me sinto menos retardada por assim dizer
se vc gostasse de arte
deixaria meu amor atuar no seu palco
mas deixa pra lá
o amor é tão mau ator que...
deixa pra lá
deixa tua arrogancia reinar no centro de todas as atenções
essa brilha mais que o ator, que o amor, que a dor
e tudo mais que rimar com o horror
só me tira do teu roteiro, por favor
estou farta de ser sua dançarina, sua cafetina, sua bandida,
sua carolina numero 2 ou 8
numero 1 eu ja sei nunca vou ser
nem quero ser como as outras atrizes que lhe encantam
porque eu não sei atuar
só sei escrever história
essa que não tem fim.
como pode querer que eu creia em qualquer palavra tua?
parecem bolhas de sabão, coloridas, soltas ao vento, vazias e explodem
bem no olho, arde o que eu não quero ver
palavras não me bastam
segredos sim
e sei dos teus mais secretos lembra?
Mas vc não sabe do meu
Eu te amo, é... mas vc não sabe
e nunca vai saber o quanto
só porque vc fala tanto
e nunca para pro porvir
Vc pode ser quem vc quiser
todos aqueles que amo, e todos os que eu odeio
menos o que não me sai da cabeça
esse não me engana, me ilude
ilusão consciente
aquela que a gente gostar de ter
gente retardada, é eu sei
mas o fato é que eu acho que gosto de ser retardada por vc
retardada é melhor que dizer apaixonada
assim me sinto menos retardada por assim dizer
se vc gostasse de arte
deixaria meu amor atuar no seu palco
mas deixa pra lá
o amor é tão mau ator que...
deixa pra lá
deixa tua arrogancia reinar no centro de todas as atenções
essa brilha mais que o ator, que o amor, que a dor
e tudo mais que rimar com o horror
só me tira do teu roteiro, por favor
estou farta de ser sua dançarina, sua cafetina, sua bandida,
sua carolina numero 2 ou 8
numero 1 eu ja sei nunca vou ser
nem quero ser como as outras atrizes que lhe encantam
porque eu não sei atuar
só sei escrever história
essa que não tem fim.
domingo, 17 de abril de 2011
s/ nome (27 de Abril de 2009)
Nas páginas encontrei
Versos que me amavam me mentiam
então a sorte me faltava
quando às cegas me deixava
me traiam! me traiam!
O cigarro aceso sob a mesa
mata-me aos poucos teus versos
na penumbra noturna
candura tortura
senão teus amores diversos
Deixa-me entrar
pelas portas entreabertas
onde nada se pode ver
além do que devo esquecer
quando deparo-me às descobertas
A ti ofereço
toda minha obsessão
o que atribuir ao destino
senão o encontro repentino
desencontrou-me lucidez então
O amor é pequeno
maior que isso loucura
debater-me em meus braços
pelo anseio de nossos laços
me desperta paúra
Os sonhos então encontraram-se
surpresos: meu olho e o teu
Noiva negra beleza
Intelectual príncipe realeza
Não bastou o encontro em seu apogeu
Ironia
Bastava-me não encontra-la um dia
pra que então neste dia eu pudesse sorrir
pra que então com fé eu pudesse seguir
e de ti não riria
Versos que me amavam me mentiam
então a sorte me faltava
quando às cegas me deixava
me traiam! me traiam!
O cigarro aceso sob a mesa
mata-me aos poucos teus versos
na penumbra noturna
candura tortura
senão teus amores diversos
Deixa-me entrar
pelas portas entreabertas
onde nada se pode ver
além do que devo esquecer
quando deparo-me às descobertas
A ti ofereço
toda minha obsessão
o que atribuir ao destino
senão o encontro repentino
desencontrou-me lucidez então
O amor é pequeno
maior que isso loucura
debater-me em meus braços
pelo anseio de nossos laços
me desperta paúra
Os sonhos então encontraram-se
surpresos: meu olho e o teu
Noiva negra beleza
Intelectual príncipe realeza
Não bastou o encontro em seu apogeu
Ironia
Bastava-me não encontra-la um dia
pra que então neste dia eu pudesse sorrir
pra que então com fé eu pudesse seguir
e de ti não riria
Corrói (9 de janeiro de 2010)
Corrói-me a censura
anulada tua presença
que quero e não quero
pois de outra estou satisfeita
mas o cantar dos quero-queros
desperta a todo instante
a dançar os teus boleros
de fascinio inebriante
que tortura tua incerteza
teu misterio, tua nobreza
teus caminhos tortos
que raspam nos meus tão certos,
tão seguros, tão mortos
quero ir pro teu deserto
que de certo me perderei
me perder em ti
pra me encontrar
anulada tua presença
que quero e não quero
pois de outra estou satisfeita
mas o cantar dos quero-queros
desperta a todo instante
a dançar os teus boleros
de fascinio inebriante
que tortura tua incerteza
teu misterio, tua nobreza
teus caminhos tortos
que raspam nos meus tão certos,
tão seguros, tão mortos
quero ir pro teu deserto
que de certo me perderei
me perder em ti
pra me encontrar
sábado, 16 de abril de 2011
Carta nº5
Meu gato berra neste instante, me chamando pra dormir. Mas eu quero ficar aqui acordada pensando em vc, pensando no que escrever, pensando que não me escreve mais, vivendo a nostalgia dos nossos eternos dois dias, o saudocismo das tuas cartas que nunca mais. Eu continuo aqui no mesmo lugar, na mesma cidade, na mesma saudade, na mesma esperança de sempre. Nada mudou, a não ser as cartas que não mais recebo e o medo que antes existia pequeno e agora me toma conta - será que te perdi pra sempre? - isso me toma conta quando VOCÊ deveria me prestar contas. O que vc fez comigo? Me devolve, eu não quero ser sua. Nunca quis ser. Devolve a minha calma, meus pensamentos sãos, minha alma, meu coração. Que inferno, e nem me vendi pra vc que reina nesse ambiente de furor e desespero, fogo e menosprezo comendo o bom que vc amassou. Eu te odeio. Meu gato te odeia mais ainda. Covarde. Podia ao menos me encarar, chegar mais perto, sem aquela tua vaidade... vulgar. Queria ver vc resistir a nossa dança... mas prefere agir feito criança, então fuja! Vá se danar!
Eu queria que essa carta fosse romântica, palavras na mais perfeita ordem semântica, dissonante a tudo que é você, só pra ficar bonito de ler. Mas vc sempre me tira do sério, me faz doer como em puerpério, e não há dor maior quando algo quer nascer.
Eu queria que essa carta fosse romântica, palavras na mais perfeita ordem semântica, dissonante a tudo que é você, só pra ficar bonito de ler. Mas vc sempre me tira do sério, me faz doer como em puerpério, e não há dor maior quando algo quer nascer.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
A tua volta
Bandeira vermelha
e vc nem viu
ou fingiu que não
foi só pra te lembrar
lembrar q ja esqueceu
porque?
o que será de tão grave?
tão grave quanto esquecer?
Daqui eu to te vendo
e de repente parece existir vida
mas é só nesse instante
que dura até quando vc vai
e o que fica são horas
2:20 e o que foi mesmo q eu te fiz?
só eu sei a eternidade que vivo
esperando resposta
a tua volta
e vc nem viu
ou fingiu que não
foi só pra te lembrar
lembrar q ja esqueceu
porque?
o que será de tão grave?
tão grave quanto esquecer?
Daqui eu to te vendo
e de repente parece existir vida
mas é só nesse instante
que dura até quando vc vai
e o que fica são horas
2:20 e o que foi mesmo q eu te fiz?
só eu sei a eternidade que vivo
esperando resposta
a tua volta
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Carta nº4
Em alguma nota de jornal, algum blog popular
eu preciso saber de você seu Pop.
Sei que anda pelo rio, às margens
à procura de unhas vermelhas, rabos de saia, saltos agulha
cantarolando algo, filmando algo, fitando...
a procura de dirigir, mas não dirige seu carro
pedindo a Deus, aquele que não suporta qdo ouve falar de tragédia
pra que te ajude a alcançar o samba pefeito, o samba seu...
quem dera ser maria pra te abrir portas, e ser palco pro teu mastro rijo erguer seu estandarte que um dia quis cravar em mim.
Em mim seu pendão não penetrou, caiu sobre mim pesado
e sou parte dessa pátria de mulheres incríveis
sou colônia explorada e esquecida
sou africa de dentes brancos e boas curvas
farta de temperos que enchem sua boca de água
aventura, prazer e entorpecer
aquela velha e boa história
história, lembra? da nossa...
não me sai da memória, nenhum dia
que bosta
eu preciso saber de você seu Pop.
Sei que anda pelo rio, às margens
à procura de unhas vermelhas, rabos de saia, saltos agulha
cantarolando algo, filmando algo, fitando...
a procura de dirigir, mas não dirige seu carro
pedindo a Deus, aquele que não suporta qdo ouve falar de tragédia
pra que te ajude a alcançar o samba pefeito, o samba seu...
quem dera ser maria pra te abrir portas, e ser palco pro teu mastro rijo erguer seu estandarte que um dia quis cravar em mim.
Em mim seu pendão não penetrou, caiu sobre mim pesado
e sou parte dessa pátria de mulheres incríveis
sou colônia explorada e esquecida
sou africa de dentes brancos e boas curvas
farta de temperos que enchem sua boca de água
aventura, prazer e entorpecer
aquela velha e boa história
história, lembra? da nossa...
não me sai da memória, nenhum dia
que bosta
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